“Seja a paz que você deseja ver no mundo”. Gandhi

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Temos por hábito acreditar que o homem sempre foi violento. Que desde a criação do mundo e o aparecimento do homem sobre o planeta o mais forte sobrevive, enquanto o mais fraco torna-se subserviente ou morre. Entretanto, essa é uma história recente de nossa raça humana.

Somos uma raça jovem neste planeta Terra. Aqui vivemos há mais ou menos 150.000 anos, como homo sapiens.

No período entre 52 a 45 mil anos atrás ocorreu a invasão da Europa, através da Turquia e Bulgária, com grupos de homo sapiens, recebendo então a denominação de Homem de Cro-Magnon, chegando a migrar até ao Oceano Atlântico (através da França, Espanha e Portugal), espalhando consigo pela Europa a cultura Aurignaciana. Nesse período a Europa era habitada pela espécie Homo Neanderthalensis, essa convivência inicial foi pacífica, com as espécies convivendo de forma harmônica e benéfica para ambas, com os Homo Neanderthalensis demonstrando grandes saltos evolutivos na confecção de ferramentas e melhora no estilo de vida, desenvolvidos com a observação e imitação dos Homo sapiens.

Entre 45 e 25 mil anos,  ocorre a migração de grupos europeus e que estavam no sul da Rússia (Ásia Central) para o extremo norte da Rússia, esse mesmo grupo que se encontrava na Ásia Central, parte dele migrou também para o extremo leste da Rússia juntamente com populações que vieram do nordeste da China (Haplogrupo B) e populações da Ásia Central (Indochina), chegando até o Estreito de Bering (que possuí hoje cerca de 85 km de largura e profundidade de 30 a 50 m, com as Ilhas Diomedes situadas bem no meio do estreito, porém em períodos de resfriamento global, as chamadas Eras Glaciais esse estreito se transformava em uma ponte de terra entre a Sibéria e o Alasca interligando os continentes Ásia e América do Norte).
Nesse período a densidade de hominídeos aumentou na Europa, reduzindo assim a oferta de alimentos, a convivência começou a se tornar difícil, iniciando uma série de conflitos entre as espécies Homo Neanderthalensis e Homo sapiens, que culminaram na extinção dos Neandertais há 27 mil anos atrás. Existem teorias de que podem ter ocorrido cruzamentos entre as espécies Homo sapiens e Homo Neanderthalensis, permanecendo ainda hoje alguns genes Neandertais em nosso DNA. Estudos de sequenciamento genético no Homo Neanderthalensis estimam uma taxa de intercruzamento de 1 a 4 % entre essas espécies. Esses intercruzamentos podem ter auxiliado no processo de extinção dessa espécie, provocando a absorção dos genes da espécie pelos Homo sapiens que eram mais numerosos.

Estudos em sítios arqueológicos demonstram que as guerras começaram a não mais que 7.000 anos. Tivemos antes, um longo período de convivência menos violenta, mais cooperativa.
O século passado deixou uma marca dolorosa na nossa história humana. Nunca se matou tanto. Morreram 111 milhões de pessoas em conflitos bélicos no último século.

Agora se a esse número somarmos os mortos, vítimas da violência de trânsito, da violência urbana e daquela causada pela disputa de terras, e mais os da violência doméstica, das brigas, e ainda os números das mortes causadas pela fome, por falta de saneamento básico e de água tratada, daquelas causadas pelo narcotráfico e por outros crimes, não há dúvida que o século XX ficará para a eternidade como o século da tecnologia, mas também como o século mais sangrento e violento da humanidade.

É hora de repensarmos novas formas de convivência pacífica entre a raça humana, assim como com nosso planeta Terra e todas as espécies que aqui vivem. Para isso a ONU criou seis princípios a serem colocados em prática por todos os habitantes do planeta:

1. Respeitar toda a vida
2. Rejeitar a violência
3. Ser generoso
4. Ouvir para compreender
5. Preservar o planeta
6. Redescobrir a solidariedade.

Desta forma, paz e amor ao próximo não mais será algo individual, cultivado no íntimo de cada um. Também não é ausência de divergência de opinião, mas extinção do conflito. A Paz deve ser construída nas relações interpessoais, entre nações, entre religiões. Paz é mais que um exercício de paciência. Paz é um exercício constante de coragem, amorosidade, tolerância, esperança, cooperação e solidariedade.

Devemos nos reeducar, extirpando de nosso meio o exercício constante da desconfiança, da força, da competição, da busca do sucesso e da fortuna a qualquer preço.

A cultura da violência gera violência. Para que isso mude é preciso reeducar nosso pensamento, que passará ao nosso comportamento ao falar e agir. Policiar nossos pensamentos a todo instante será uma forma de reeducação e evolução.

Nossos ídolos de pés de barros que são heróis de guerra, usam armas letais, são violentos. Impõe-se através da força bruta e estrategista. Destruir o inimigo é o objetivo. Ou então, são aqueles que vencem no mundo. Tem sucesso, prestígio, dinheiro, bens. Importa pouco ou nada o que fazem para chegar lá. Tudo é válido.

Alguns dos valores de nossa sociedade atual são: pressa, dinheiro, luxo, sucesso, prestígio pessoal, individualismo, consumismo, fama, competição.

Há uma pressão gigante para que todos se mostrem sempre felizes e bem sucedidos. Mas eis que surgem as angústias da sociedade e elas vem em forma de queixas, sofrimentos, tensão, estresse, famílias desestruturadas, solidão, medo, ansiedade, depressão, desassossego, falta de paz, tédio, angústia, falta de sentido para a vida.

Como depreendemos é necessário nos auto-educarmos, porque somente a autotransformação de cada um e de todos nós criará condições sociais para uma convivência solidária, pacífica e cooperativa. Criaremos o paraíso na Terra e evoluiremos realmente, enquanto o planeta evolui.

Que o amor do Mestre Jesus nos abençoe hoje e sempre!

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