Passar pelo Portal de Kadisha

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        • “Os Cedros são os monumentos naturais mais célebres do universo. A religião, a poesia e a história igualmente os consagrou. São seres divinos sob forma de árvores.” Lamartine, poeta francês, século XIX.

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Nas encostas de Bsharri está localizada a famosa região dos Cedros conhecida como Os Cedros de Deus e nomeada devido a antiga árvore da região que é o símbolo do Líbano e de suas civilizações antigas. Está localizada ao redor de 1950 metros de altitude e fica a cinco minutos de carro de Bsharri. Sua marca mais famosa é a Floresta de Cedros que contém por volta de 300 exemplares, a maioria entre 1000 e 2500 anos de idade. A região dos Cedros foi mencionada muitas vezes na Bíblia, e foi com essas árvores que o rei Salomão construiu e decorou seu Templo em Jerusalém. Além disso, a madeira dos cedros era usada pelos Faraós egípcios dentro de suas Pirâmides (notadamente Khufu) para decorar passagens secretas para suas tumbas.

A palavra Kadisha é Siríaca e significa “Santos” ou “Santificação”: O idioma Siríaco é uma língua antiga da Igreja Católica Maronita no Líbano; Ainda é usada na Liturgia. Inclusive foi o nome da primeira esposa de Maomé. Devido a sua natureza montanhosa e rochosa, Bsharri e as regiões próximas serviram durante séculos- do VII ao XVIII d.C.- como perfeito refúgio para os Maronitas que escaparam para essa região para evitar uma conversão forçada ao Islamismo,notadamente durante a ocupação Mameluca(Mamluk) no Líbano.

Simbolicamente para passarmos pelo Portal de Kadisha, que na realidade terrena é a Floresta dos Cedros no Líbano e foram as árvores que Salomão construiu o Templo de Jerusalém, assim também como foi o nome da primeira esposa do profeta Maomé, é preciso que mudemos nosso paradigma mental e espiritual.

Nesse sentido é que recorremos aos mantras.

A palavra MANTRA provém do Sânskrito, o idioma sagrado da Índia antiga, e seu significado etmológico deriva da raíz MAN e do sufixo TRA. MAN por sua vez deriva da palavra MANAS que significa mente. e TRA deriva da palavra TRANA, que significa controle. Assim, mantra é a combinação de sons que proporciona o controle da mente, nos sintoniza com a freqüência do amor, nos traz recolhimento e tranqüilidade.

O mantra é uma oração cósmica ou vibração sonora cósmica.

O Sânskrito é considerado a língua mãe da humanidade. Sua gramática é elaboradíssima.

Os mais antigos textos sagrados: os quatro Vedas, os Upanishades, os Puranas, os épicos Ramayana e Mahabharata, Bhagavad-gita e muitos outros, são escritos em Sânskrito. Uma característica única desse idioma é que uma vasta porção de seu vocabulário é constituído de palavras que expressam, com extrema precisão, os esotéricos e intrincados conceitos referentes à espiritualidade e Transcendência. Nenhuma outra língua no mundo tem tal afinidade com os assuntos espirituais.

As escrituras sagradas da Índia apontam que os mantras surgiram há mais de dez mil anos atrás, a partir da revelação de um dos principais livros sagrados, o Rg Veda.

A palavra Rg provém de rich, que significar cantar, celebrar. Sendo assim, o Rg Veda é composto de cânticos dedicados a Agni, o Deus do Fogo.

O mantra é uma composição de palavras de natureza exclusivamente espiritual, sem nenhuma conotação secular. Essas palavras possuem a potência intrínseca de atuar diretamente na consciência da pessoa. Devido à sua natureza puramente espiritual, o mantra tem o poder de elevar a consciência da pessoa, do nível material ao espiritual. Na consciência espiritual, a consciência individual conecta-se com a Transcendência.

Podemos nos conectar com tais planos de consciência superiores basicamente de duas maneiras. Primeiramente, desenvolvendo-se uma potencialidade específica intrínseca da natureza humana, a intuição espiritual, ou como normalmente é designada, a fé. Quando a fé está consubstanciada num intelecto purificado e forte, as possibilidades de se captar insights da Transcendência são ilimitadas. A conexão da consciência individual com a Transcendência é feita a partir da meditação, da oração, da reflexão, da contemplação e, também, do doar-se.

Outra possibilidade de conexão com a Transcendência é através da prática de MantraYoga. Essa prática pode ser sonora ou mental. A grande virtude do mantra é que o próprio som do mantra é investido de poder para desvendar e revelar realidades concernentes a planos de consciência superiores. É afirmado nas escrituras védicas que os nomes que designam a Divindade têm o poder, embutido na própria palavra, de revelar essa Divindade à consciência individual.

A repetição sistemática do mantra é, comprovadamente, um eficaz exercício para as funções mentais. Esse é o efeito mais tangível da prática de Mantra-Yoga.

O mantra abre os canais da consciência para percepções supra-sensoriais e sintoniza a consciência com níveis vibratórios superiores.

Isso ocorre simultaneamente em duas vias: emissão e recepção. A emissão de vibração sonora mântrica, através de ação individual consciente e deliberada, faz com que a mente e a consciência, como um todo, vibre na mesma freqüência espiritual do mantra. Por sua vez, essa vibração espiritual emitida irá atrair uma vibração espiritual arquetípica, de mesma freqüência, presente no éter.

Por fim, a prática do mantra causa uma revolução no coração. Os mais refinados sentimentos de amor a Deus (o Grande Espírito), que podem fazer “amolecer” os corações mais duros, são os “efeitos colaterais” do mantra. Muitas pessoas, hoje em dia, geralmente com certa escolaridade, mas carentes de cultura espiritual, desenvolvem uma atitude fria, indiferente, crítica e, até, cínica, com respeito à espiritualidade. A tendência é desdenhar a consciência religiosa, considerando-a meramente sentimental e piegas. A idéia de Deus é tida como algo concebido pela mente humana. Considera-se que a fé é um mecanismo mental vicioso para compensar alguma carência psíquica. Com isso, a vida em nosso plano de existência perde todo o caráter sagrado. O próprio fenômeno da consciência e do milagre da vida são tratados com a mesma metodologia mecanicista e reducionista usada na manipulação dos fenômenos e elementos físicos grosseiros. Essa maravilhosa criação cósmica fica reduzida a um fluxo aleatório de forças exclusivamente materiais, sem nenhum vínculo com a Transcendência. Dessa forma, pela prática do mantra pode-se reverter radicalmente esse quadro. É o que denominamos anteriormente a “mudança de paradigma”. Uma nova visão de mundo passa a enfocar mais as maravilhas do fenômeno da vida, assim como a realidade de Deus e nossa vivência nEle. A vida passa a ter um significado, assume uma nova dimensão. O meio ambiente, por mais adverso que seja, deixa de implacavelmente influenciar a consciência. A consciência desperta, superando assim o perigo da alienação, ignorância e auto-destruição. Olha-se sempre para frente, do passado, só os ensinamentos derivados das experiências. A morte, que normalmente é tida como o terror da vida, passa ser o marco de uma renovação super-auspiciosa, fim de um ciclo e começo de um outro, melhor. Por fim, no coração acende-se a chama beatífica do amor ao Grande Espírito, a máxima conquista da existência terrena.

Essa é a verdadeira passagem pelo portal de Kadisha. O ser humano dá o salto quântico necessário para evoluir até a próxima dimensão, juntamente com a evolução que o planeta Terra vem sofrendo.

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