Façamos a nossa Páscoa!

Amados irmãos, todo missionário que recebe do Mais Alto a sabedoria que deve ser retransmitida, via mediunidade, enfrenta a tentação de agradar aos homens,liberando-se dessa missão, isto é, procura a aceitação, a aprovação e a glória da parte dos outros, pregando somente aquilo que não desagrada a ninguém. Ceder a essa tentação pode resultar em tolerância e frouxidão da fé no Pai Misericordioso. Se isso ocorrer, danos irreparáveis serão causados à retidão e integridade do ser perante o amado Mestre Jesus. Por essa razão, é essencial que nosso objetivo na exposição do Evangelho seja procurar sempre a aprovação de Deus e não a dos homens. Nesse sentido, nós (meu mentor e eu) tentamos ser os mais verdadeiros possíveis, apesar do desagrado que esta mensagem possa causar a muitos.

Já o profeta Elias que era um verdadeiro homem de Deus, não falava para agradar às multidões, mas como um servo fiel a Deus. Sua confiança no Senhor era inabalável, nas coisas eternas, o esforço humano não tinha valor, mas sim a obra de Deus. A confiança que depositava no Senhor era tão grande que se permitia, de forma bem humorada, zombar dos profetas de Baal, pois tinha certeza que jamais conseguiriam realizar o milagre do fogo.Vivia em constante oração.Apesar de ser um herói da fé, Elias também era um ‘vaso de barro’ e tinha suas fragilidades, num dado momento se viu desanimado, cansado, esgotado mas, assim como Paulo ( o apóstolo dos gentios) também precisava estar sozinho com Deus para meditar e ser ministrado por espíritos de luz e refazer-se na bondade do Mestre Jesus, que a nenhum de nós abandona.

Ele desafiou o povo a fazer uma escolha definitiva entre seguir a Deus ou a Baal.

Os israelitas achavam que podiam adorar o Deus verdadeiro e ao mesmo tempo adorar a Baal. Eles tinham o coração dividido e por esta razão queriam servir a dois senhores. Jesus, durante o seu ministério terreno advertiu contra essa atitude fatal: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mateus 6:24).

Como até hoje o evangelho nos induz a raciocinar: ou adoramos a Deus ou adoramos a Mamon. Apenas para lembrar: Mamom é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica “Mamom” (מָמוֹן), que significa literalmente “dinheiro”. Como ser, Mamon representa o terceiro pecado, a Ganância ou Avareza, também o anticristo, devorador de almas, e um dos sete princípes do Inferno. Sua aparência é normalmente relacionada a um nobre de aparência deformada, que carrega um grande saco de moedas de ouro, e “suborna” os humanos para obter suas almas. Em outros casos é visto com uma espécie de pássaro negro (semelhante ao Abutre), porém com dentes capazes de estraçalhar as almas humanas que tenha comprado (vide Wikipédia).

Estamos exatamente neste momento dos tempos próximos da transição e, especial com a chegada da Páscoa. É a hora da reflexão sobre o que realmente queremos para nossas vidas. O caminho dentro dos desígnios Divinos ou os prazeres que falsos mestres, pregadores do evangelho que buscam popularidade, importância e atenção das pessoas, que amam honrarias e títulos, e que, com o evangelho distorcido pregam, impedindo as pessoas a exercerem a fé raciocinada em busca de sua melhoria como espírito e não como um pedaço de carne.

Ceder a tentação do caminho mais agradável, sob o ponto de vista humano, pode resultar na tolerância dos costumes da sexualidade desmedida, em deliciar-se na sensualidade pútrida, no ganho sobre a pobreza do próximo, da astúcia em passar o outro para trás e se sentir vencedor e inteligente. Pode significar a linguagem da mentira, a bajulação, a obtenção do lucro fácil de ofertas financeiras, ganhos materiais, cargos políticos ou públicos sem a necessária competência ou os falsos aplausos que inflamam o ego, o amor ao poder e tantos mais desarranjos do caráter que apenas corrompem o espírito. Se isso ocorrer, danos irreparáveis serão causados à retidão e integridade do buscador de Jesus Cristo e de sua graça. Afinal já terá merecido a felicidade nessas “benesses” terrenas. Não há porque esperar as benesses espirituais, pois a sua cota já lhe foi dada.  Por essa razão, é essencial que nosso objetivo na missão evangélica dos últimos momentos seja procurar sempre a aprovação de Deus e não a dos homens.

Porque não aproveitarmos o momento pascal e recordamos os pregos de ferro utilizados na crucificação, com cerca de 12 centímetros de comprimento.

Sabiam queridos irmãos, que eles perfuraram o nervo mediano do antebraço, provocando uma sensação intensa de queimadura? A dor foi tanta que podia causar vertigens e que não houve assistência, por nenhum de nós, que talvez estivéssemos encarnados naquela época e apenas assistíamos a tudo. Sem o auxílio necessário, em poucos minutos, a maioria dos pacientes com perfuração do nervo mediano entra em estado de choque.

Numa crucificação, os pés costumavam ser pregados da seguinte forma: dobravam-se os joelhos da vítima de modo que as solas ficassem estendidas, rentes à madeira. Os pregos atingiam os nervos plantares dos pés. O efeito é o mesmo sentido nas mãos: dor lancinante e intermitente. A flexão dos joelhos causa, em cerca de dez minutos, câimbras e adormecimento nas pernas.

A violência provocada pelos açoites atingiu sobretudo a região lombar e perfuraram a pele, traumatizando os nervos e os músculos. No meio das costas a flagelação levou à ruptura dos alvéolos, as estruturas que retêm o ar nos pulmões. Jesus mal respirava e teve acessos de vômito.

Diante dessa violência tanto dos açoites, quanto da imobilidade na cruz levou a Jesus uma queda do volume sanguíneo circulante, o que causou possivelmente a falência de múltiplos órgãos. Essa exposição está baseada no estudo do patologista William Edwards, da Clínica Mayo, nos estados Unidos, no Dr. Frederick Zugibe, médico-legista da Universidade Columbia, também dos Estados Unidos e no fisiatra Cícero Vaz.

Diante disso tudo por que não aproveitarmos esse momento de reflexão tão importante e desvestirmos o “homem velho” e transformá-lo no homem novo – o humano da nova era?

A oportunidade nos vem sendo dada há mais de dois mil anos quando esse espírito de luz, esse “Ser infinitamente bom” que é o Mestre Jesus se deixou pregar no madeiro, por amor a nós, sem nada dever, como bem escreve Lucius, pela psicografia de Sandra Carneiro ao explicar que nem mesmo Pilatos ou Herodes acharam pecado ou crime Nele. Tentaram, antes, dissuadira a turba enlouquecida dos judeus, incitados por seus sacerdotes, a gritarem pela sua crucificação.

Quanto tempo mais arrastaremos essa culpa, apenas pelo prazer efêmero que a vida material nós dá, ao invés de procurar seguir pela senda do caminho mais estreito da espiritualidade. Afinal somos seres eternos. Espíritos eternos, numa caminhada de aprendizado. Enquanto não entendermos essa premissa ficaremos presos nessa ciranda infinita de reencarnações de dores e expiações.

Qual de nós não sonha em voltar para casa e sentirmos a bondade do Cristo Jesus nos amparando e derramando toda a sua luz de bondade sobre nossas almas?

Basta que entendamos o tão simples caminho do dar e receber.

Que Jesus continue a nos orientar e abra a nossa consciência de Amor, para que finalmente façamos a nossa Páscoa pessoal.

3 comentários sobre “Façamos a nossa Páscoa!

  1. Profundo texto! Leva com certeza a uma boa reflexão. Parece-me que é isto que a humaniodade precisa, rfletir,nalisar, ter atitudes. meras palavras não bastam. São precisas ações. Concordo que é preciso, aproveitando o momento pascal, “fazermos a nossa Páscoa”.

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